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Seis da manhã

A árvore exibia ali o seu tempo:
nas folhas urgentes,
na paciência da terra,
nas veias do futuro,
no sufoco da hora,
na intenção de verbo

Exibia mais ainda
do que tempo –
exibia-se ao vento,
seu adorado
E para além dos minutos(os dela),
emanava destino
de quem tudo vê

A árvore ali como parte do ritual
da manhã,
como lugar ciente do sol,
como idéia de existência – como ideal de si

[florida era arvorida, a árvore na avenida da vida]

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