Para G.
o que estar não estar
que é não é
que há não é não e sim
o
o que há
faz possível um
que é
misteriosos uns
misteriosos hás
o que tempo marca não é o que é tempo
não é o que é marca
tempo e palavra ressoam implacáveis e
possíveis
contam e cantam a si
sem terem na ponta da voz algum algo
pois dentro ou fora de algo
há um si
e no si é um salto
dentro fora fora dentro
assim como naquele se -
de já ser e não ser sido
de na ser e jaz ter ido -
habita qualquer libertação anônima
salvando por enquanto gotas
anonimato da felicidade salvou tristeza
anunciada
em jornais anúncios
em cartazes aqueles a-moras
por lençóis limpas as cortinas
sentimentos do mundo sem licenças sem
mundos
inventavam camas e estrelas
entre cidades bueiros de luz
alegrias tornando-se pontes e dentes
e abraços seus ondes
e chuvas suas chuvas
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