para
nós embaraços libertantes
menos nós e mais em menos ais
sem medida certa reta mais curva das rotas
lançando em gumes lados laços
desalturas ternuradas depois dos bastantes
nosso lugar é aonde ninguém vai
redemoinhos de estar a chegar
desde tempos in-girados do mundo
até enrraizados irrigados urgentes ficavam
já planetas que vagabundos giraram se deram
erravam diantes ardentes sem ar
sorrindo tingidos dos bens aos dentes
que ainda sem leis gostosas de rimas
encharcavam carinhosidades diletantes
delírios de nadas e unhas
mais do que quatro elementos
juntos sem cansar de mumunhas
marginais exaustos ilegais
colheitas nas palmas daquilo
como tudo sem por que nem pra que
floresciam em cachos
as mãos as vidas os varais
rainha dos meus terrenos e sibilos
por que queria eu
menino vasto estranho esteira bandido
sem elegia com ironia em acaso
por acaso as luas de caso capoeira
o coração lançou mão
desvãos safadas putos
tenda truques traquitanas
adivinhei por dentro da cidade teu sexo
enigmas florestas a teu gosto
nosso lugar é onde ninguém iria
bali calcutá arco-ires baldios
no nunca de depois
chupava ainda teus quadris
iríamos a madri
desmilinguir como calores
ao popular não passávamos no jornal
mais novos do que sãos
sagradas saudades
as intensas loucuras de quem amarão
sem medo admirei em suas ilhas
outras linhas entregues à correnteza dos arrepios
beijinhos gozos risinhos
aquelas fortalezas
andaram andarões passarinhos
quem dera não fosse minha
me dera te amar assim mesmo
só e só minha
a esmo na lesma no viço
viscosa serpente luzia vadia
bonita sem saber
no disfarce na graça de sem ser
as mesmas nuvens imensas
de quando entrava no mar de noite
quando cansar te digo
de me perder quatro céus em sua boca
enquanto enfio em tu melodias
me embriaguei daquele mel
que escorria pro fundo
por você farta oca
sem questão sem ser tão hora marcada
etrusco mandarim grego
nosso lugar sem língua sem poesia
aonde ninguém fala só segredo
brincação de repetir teu nome
enquanto delirava por cima de mim
sem esperança comigo iria
ninguém se atrevendo
vamos aonde ninguém vai
desvamos chamamos chamaram sua beleza
ecoava pelas paredes do cinema
calada satisfeita bordada melada
aqueles espaços dos nossos enigmas
abertos em tudo lambidas no corpo inteiro
seu perfume de nicinha
por cima dos meus morros
sem palavra bonitinha
éramos montanhas ambulantes
sem pregadores sem desertores
no abandono satisfeito de por tudo passar
ninguém nos arranca nem nos estanca
os sabores
menos nós e mais em menos ais
sem medida certa reta mais curva das rotas
lançando em gumes lados laços
desalturas ternuradas depois dos bastantes
nosso lugar é aonde ninguém vai
redemoinhos de estar a chegar
desde tempos in-girados do mundo
até enrraizados irrigados urgentes ficavam
já planetas que vagabundos giraram se deram
erravam diantes ardentes sem ar
sorrindo tingidos dos bens aos dentes
que ainda sem leis gostosas de rimas
encharcavam carinhosidades diletantes
delírios de nadas e unhas
mais do que quatro elementos
juntos sem cansar de mumunhas
marginais exaustos ilegais
colheitas nas palmas daquilo
como tudo sem por que nem pra que
floresciam em cachos
as mãos as vidas os varais
rainha dos meus terrenos e sibilos
por que queria eu
menino vasto estranho esteira bandido
sem elegia com ironia em acaso
por acaso as luas de caso capoeira
o coração lançou mão
desvãos safadas putos
tenda truques traquitanas
adivinhei por dentro da cidade teu sexo
enigmas florestas a teu gosto
nosso lugar é onde ninguém iria
bali calcutá arco-ires baldios
no nunca de depois
chupava ainda teus quadris
iríamos a madri
desmilinguir como calores
ao popular não passávamos no jornal
mais novos do que sãos
sagradas saudades
as intensas loucuras de quem amarão
sem medo admirei em suas ilhas
outras linhas entregues à correnteza dos arrepios
beijinhos gozos risinhos
aquelas fortalezas
andaram andarões passarinhos
quem dera não fosse minha
me dera te amar assim mesmo
só e só minha
a esmo na lesma no viço
viscosa serpente luzia vadia
bonita sem saber
no disfarce na graça de sem ser
as mesmas nuvens imensas
de quando entrava no mar de noite
quando cansar te digo
de me perder quatro céus em sua boca
enquanto enfio em tu melodias
me embriaguei daquele mel
que escorria pro fundo
por você farta oca
sem questão sem ser tão hora marcada
etrusco mandarim grego
nosso lugar sem língua sem poesia
aonde ninguém fala só segredo
brincação de repetir teu nome
enquanto delirava por cima de mim
sem esperança comigo iria
ninguém se atrevendo
vamos aonde ninguém vai
desvamos chamamos chamaram sua beleza
ecoava pelas paredes do cinema
calada satisfeita bordada melada
aqueles espaços dos nossos enigmas
abertos em tudo lambidas no corpo inteiro
seu perfume de nicinha
por cima dos meus morros
sem palavra bonitinha
éramos montanhas ambulantes
sem pregadores sem desertores
no abandono satisfeito de por tudo passar
ninguém nos arranca nem nos estanca
os sabores
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