incompletude pelo corpo inteiro
inteiro
corpo falante
recados
que nada diziam
recados
de meu avô que diziam
incompletude
nos futuros
grávidos
de barrigas
o
que não houve não há
para amanhã nenhuma manhã
depois
quem saberia?
aonde
andava ele e seus amores
amanhã
ninguém viu
certamente
ele iria à praia
ver-se
evitaria
aquelas vagas
faria
suas pontes seguras com sóis
evitaria
horas
que
lhe rendiam insônias e infernos
de
um poeta ninguém sabe
os
nós já dados ninguém tira
nós
que doeram roeram as dores
liberdade
de nem precisar de liberdade
soltava-se
ao vazio
lançava-se
no cansaço
bebiam
lágrimas
as
lágrimas cheias de sede
palavras não prestam contas
são
pontas nuas
dum
poeta
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