no teu corpo miúdo
me
re-via
como
apontamento
ponta
pé, filosofia
parecia
que tinha chegado muito antes
não
só ser
o
ser só do pensamento
a
solidão em qualquer amor pulsa
no
arpoador, pedra furada, jauá
parecia
que fomos amantes
aparecia
que éramos amigos de aventuras
de
manhãs as pombas voavam manhãs
as
horas mansas, furiosas, implacáveis
dentro
do quem era você?
olhava
atento teus pés
o
que eu decifrava nos meus?
e
os mistérios
se
não fossem
real
se alimentaria do que?
professorar,
poetar, encantar
daquilo
era feito aquela mulher pequena: imensidão calorenta
corpo
em todas as chamas
eu
só acordava por causa dela
mais
para sabê-la do que aprendê-la
mais
para esquecer-me do que me dizer
num
zelo silencioso como nós amantes
mais
uma vez
me
perdia no deleite de admirá-la
me
mostrava pra depois me des-mostrar
e
não demonstrava nada, estava
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