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Ele

desachava e achava outra vez a sua beleza
percorriam as mãos os seus desenhos no corpo
o peito estava cheio de descobertas
e emanava coisas boas
era singelo infantil e decidido
esqueceu da poesia para lembrar-se
ora confuso ora agitado
buscava no desequilíbrio qualquer equilíbrio
e em qualquer equilíbrio qualquer desequilíbrio
alimentou-se de esperança e sabor
já estafado percebia o momento de descansar
já farto percebia o espaço de saciar
permitia-se uma vida comum
uma vida singela
e isso era bom
os sofrimentos fortaleciam
e a vida parecia abrir-se novamente
os caminhos
os espaços
as palavras

escutava-se e se reconhecia cantor

um pingo no mundo
ele sorria indiferente aos comentários
ele era libertação e entrega
trabalhava manualmente com papéis e recortes 

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