A noite caiu
na xícara de café que bebi
acendendo dentro de mim
pedaços que da noite
reféns sempre foram
E na Bahia,
correm os carros
correm os navios
correm as folhas
só o tempo não corre
Ou seria esta poesia
que para o espaço está morta?
E a voz na linha
remendando-me rotinas
me conta que hoje
é dia de São José
e que lá
contrariando os noticiários
o sol tardará a se despedir
A mesma voz
que não parece se curvar diante da ausência
me avisa em sílabas lentas
que tudo que da vida fala
está calçado nos sapatos
de chumbo ou de algodão
e que o futuro
é armadilha ou satisfação
revertendo o sim do passado em não
E da Bahia
novamente me vem
a luz pesando face e dorso
o céu remontado em nuvens
sonhos, choros, e devaneios
E a varanda de Darthy levitando no horizonte
na xícara de café que bebi
acendendo dentro de mim
pedaços que da noite
reféns sempre foram
E na Bahia,
correm os carros
correm os navios
correm as folhas
só o tempo não corre
Ou seria esta poesia
que para o espaço está morta?
E a voz na linha
remendando-me rotinas
me conta que hoje
é dia de São José
e que lá
contrariando os noticiários
o sol tardará a se despedir
A mesma voz
que não parece se curvar diante da ausência
me avisa em sílabas lentas
que tudo que da vida fala
está calçado nos sapatos
de chumbo ou de algodão
e que o futuro
é armadilha ou satisfação
revertendo o sim do passado em não
E da Bahia
novamente me vem
a luz pesando face e dorso
o céu remontado em nuvens
sonhos, choros, e devaneios
E a varanda de Darthy levitando no horizonte
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