Ácidos e felizes
vão, vão
eles amam demais
levam por detrás
eles comem feijão
estão em todos
miudinhos e mudinhos
são mundos mudos
e não sabem
dizem de liberdade
querem me ensinar
querem me pinçar
e falam de si sem falar
por que fingem
adoro eles
que se tingem
comem ao seu bel prazer
não conversam com Deus
nem com zabumba
estão de tocaia
eles rezam e bebem no confessionário
e douram na praia
adoro eles
que amam zodíaco
que amam ilíaco
e que vão pro dicionário
adoro ver na TV
e ver seus dísticos no cinema
eles amam demais
eles sorriem
eles só riem
eles cheiram e beiram meu sexo
eles levam e trás
adoram bancos de praça
até beijam de graça
eles transam com luz
e ficam todos bem tristes
se lhes contradigo
com pau e dedo em riste
adoro eles que pensam
que eu falo deles
que pensam que eu penso eles
que beijam se eu beijo eles
que não se movem se não tem sol
amo eles
e adoro seus badulaques
e seus pingentes
e suas patentes
e seus entes de castelos
são barrocos
feitos de ocos
adoro a latência de sua ciência
adoro quando acham
que não acham nada
que não sabem de nada
que não viram nada
e quando não andam
esperando Paris
trocam em miúdos
cagam mil conteúdos
adoro quando cagam mais que exalam
e pintam amor bonito por ai
e colorem telas e planos a sorrir
adoro quando me pegam
mas não me levam
Adoro quando vêem em Monet
um vôo escuro de Vuarnet
e seus peixes nas fazendas
e freqüento os latifúndios
bebendo café e aipim
eles me oferecem a mim
e me como ao tê-los no fim
falam daquela torre
que na verdade foi feita e refeita
mas que não refaz verão
bradam por ai suas aventuras
sem conhecer de Luis XV e Luanda
querem tapeçarias e loucas
não querem loucos
não querem loucos
bebo turco em suas louças
bebo e curto às suas custas
adoro e amo eles
adoro e idolatro eles
que são o feminino de vã
e que fumam e bebem no divã
amo a sua diva
amo a dívida e a não divida
partilha de suas cores persas
amo suas peças em meus olhos
eles são demais
amam mais que demais
riem, riem, riem
e sabem muito do amor
sabem muito da flor
amam a bossa-rock
e se espelham em tom pop
e não gostam
se marco passos em um apartamento
e não gostam se falo do meu sentimento
e disfarçam suas falácias
em flatulências sem beneficências
e não sabem que nada
fazem se no espetáculo querem tentáculo
e amo
quando dizem que falo deles
quando alardeiam que é loucura
falar das contras-culturas
quando me amam
me amam
me amam
eles me amam em todas as camas
e são minhas amas
enquanto sou quilombo em redenção
eles querem não e galeão
seus traços bonitos
nada me dizem em minha cama
e não me importo mais com o gênero
nem com o hiper-gênio
quero seus milênios em meus segundos
e seus decênios em minha gasolina
amo suas meninas
amos suas dançarinas
amos suas bailarinas
e vou ver mais seus recitais
amo quando são mais que carnais
gostam da minha alma pra ver de longe
e dalai-lama que lhes defenda
prefiro lhama do que cedro
adoro a Mesopotâmia e seu dualismo
e eles são mais fenícios
e nem entendem da minha critica latina
eles não entendem do Chipre e de Bangladesh
eles querem os quadris que mexem
eles querem os seus cedros
antes de querem que os cegos enxerguem
amo eles
amo eles
amo eles
que se cegam ao viajar sobre deserto
e que fogem pro ai ao se espelhar
em minhas jornadas
Adoro quando me pedem
que faça mais filhos
sobre o veneno de seus ingênuos tênis
e só como seus equadores atenienses
amo quando chegam em minha casa
me pedindo que crie cães
que mordam e devorem e explorem suas mães
adoro ser mil filhos de suas putas
dizem que aprendem
dizem que ensinam números e cores
dizem que explicam desvios e barrancos
mas não sabem dos sem cor e dos brancos
amo eles que imploram meu pendor
minha escuta
minha fajuta contratura muscular
minha fingida contra-força sentimental
dizem de todas as línguas
cantam em seus skates e shakes
e tomam sopinha nutritivamente excedente
mas adoram meu sêmen
adora meu sêmen
meu homem mais que man
minha nota mais que vulcânica
meu timbre mais que o seu
adoro quando acham que falo
de suas virtudes e vícios
adoro quando sobem nos edifícios
e duvidam da qualidade do homem aranha
adoro quando arranham meus céus
e empapam seus egos com véus
adoro meus e seus eus
seus pandeiros como três bundas
e quando vão ao pelourinho
e acham traças e levam suas namoradinhas
para os espaços dos vovôs
enquanto não dedilham canções pra vovô
e nem tocam a guitarra
e nem pensam o que se escarra
e nem odeiam o que está na cara
o que está na cara
o que mora na cara
o que ora e não ara
os canaviais das doçuras nunca dantes
navegáveis
amo
quando eles me pedem para ir
quando eles me pagam para rir
quando eles me encenam um sorrir
quando eles me ama
amo quando eles me ama
e adoro quando eles me adocicam
com seus sais de bicarbonato
e desprovidos de icos, oicos e atos
amo quando dizem que viveram comigo
momentos para se lembrar
adoro quando me beijam dizendo
que querem voltar
que querem voltar me amar
sem saber que do amor só se sabe a pergunta
que do amor não se sabe a resposta
que do amor não se serve o dorso
por que se prefere a posta
e que é assim por que é.
vão, vão
eles amam demais
levam por detrás
eles comem feijão
estão em todos
miudinhos e mudinhos
são mundos mudos
e não sabem
dizem de liberdade
querem me ensinar
querem me pinçar
e falam de si sem falar
por que fingem
adoro eles
que se tingem
comem ao seu bel prazer
não conversam com Deus
nem com zabumba
estão de tocaia
eles rezam e bebem no confessionário
e douram na praia
adoro eles
que amam zodíaco
que amam ilíaco
e que vão pro dicionário
adoro ver na TV
e ver seus dísticos no cinema
eles amam demais
eles sorriem
eles só riem
eles cheiram e beiram meu sexo
eles levam e trás
adoram bancos de praça
até beijam de graça
eles transam com luz
e ficam todos bem tristes
se lhes contradigo
com pau e dedo em riste
adoro eles que pensam
que eu falo deles
que pensam que eu penso eles
que beijam se eu beijo eles
que não se movem se não tem sol
amo eles
e adoro seus badulaques
e seus pingentes
e suas patentes
e seus entes de castelos
são barrocos
feitos de ocos
adoro a latência de sua ciência
adoro quando acham
que não acham nada
que não sabem de nada
que não viram nada
e quando não andam
esperando Paris
trocam em miúdos
cagam mil conteúdos
adoro quando cagam mais que exalam
e pintam amor bonito por ai
e colorem telas e planos a sorrir
adoro quando me pegam
mas não me levam
Adoro quando vêem em Monet
um vôo escuro de Vuarnet
e seus peixes nas fazendas
e freqüento os latifúndios
bebendo café e aipim
eles me oferecem a mim
e me como ao tê-los no fim
falam daquela torre
que na verdade foi feita e refeita
mas que não refaz verão
bradam por ai suas aventuras
sem conhecer de Luis XV e Luanda
querem tapeçarias e loucas
não querem loucos
não querem loucos
bebo turco em suas louças
bebo e curto às suas custas
adoro e amo eles
adoro e idolatro eles
que são o feminino de vã
e que fumam e bebem no divã
amo a sua diva
amo a dívida e a não divida
partilha de suas cores persas
amo suas peças em meus olhos
eles são demais
amam mais que demais
riem, riem, riem
e sabem muito do amor
sabem muito da flor
amam a bossa-rock
e se espelham em tom pop
e não gostam
se marco passos em um apartamento
e não gostam se falo do meu sentimento
e disfarçam suas falácias
em flatulências sem beneficências
e não sabem que nada
fazem se no espetáculo querem tentáculo
e amo
quando dizem que falo deles
quando alardeiam que é loucura
falar das contras-culturas
quando me amam
me amam
me amam
eles me amam em todas as camas
e são minhas amas
enquanto sou quilombo em redenção
eles querem não e galeão
seus traços bonitos
nada me dizem em minha cama
e não me importo mais com o gênero
nem com o hiper-gênio
quero seus milênios em meus segundos
e seus decênios em minha gasolina
amo suas meninas
amos suas dançarinas
amos suas bailarinas
e vou ver mais seus recitais
amo quando são mais que carnais
gostam da minha alma pra ver de longe
e dalai-lama que lhes defenda
prefiro lhama do que cedro
adoro a Mesopotâmia e seu dualismo
e eles são mais fenícios
e nem entendem da minha critica latina
eles não entendem do Chipre e de Bangladesh
eles querem os quadris que mexem
eles querem os seus cedros
antes de querem que os cegos enxerguem
amo eles
amo eles
amo eles
que se cegam ao viajar sobre deserto
e que fogem pro ai ao se espelhar
em minhas jornadas
Adoro quando me pedem
que faça mais filhos
sobre o veneno de seus ingênuos tênis
e só como seus equadores atenienses
amo quando chegam em minha casa
me pedindo que crie cães
que mordam e devorem e explorem suas mães
adoro ser mil filhos de suas putas
dizem que aprendem
dizem que ensinam números e cores
dizem que explicam desvios e barrancos
mas não sabem dos sem cor e dos brancos
amo eles que imploram meu pendor
minha escuta
minha fajuta contratura muscular
minha fingida contra-força sentimental
dizem de todas as línguas
cantam em seus skates e shakes
e tomam sopinha nutritivamente excedente
mas adoram meu sêmen
adora meu sêmen
meu homem mais que man
minha nota mais que vulcânica
meu timbre mais que o seu
adoro quando acham que falo
de suas virtudes e vícios
adoro quando sobem nos edifícios
e duvidam da qualidade do homem aranha
adoro quando arranham meus céus
e empapam seus egos com véus
adoro meus e seus eus
seus pandeiros como três bundas
e quando vão ao pelourinho
e acham traças e levam suas namoradinhas
para os espaços dos vovôs
enquanto não dedilham canções pra vovô
e nem tocam a guitarra
e nem pensam o que se escarra
e nem odeiam o que está na cara
o que está na cara
o que mora na cara
o que ora e não ara
os canaviais das doçuras nunca dantes
navegáveis
amo
quando eles me pedem para ir
quando eles me pagam para rir
quando eles me encenam um sorrir
quando eles me ama
amo quando eles me ama
e adoro quando eles me adocicam
com seus sais de bicarbonato
e desprovidos de icos, oicos e atos
amo quando dizem que viveram comigo
momentos para se lembrar
adoro quando me beijam dizendo
que querem voltar
que querem voltar me amar
sem saber que do amor só se sabe a pergunta
que do amor não se sabe a resposta
que do amor não se serve o dorso
por que se prefere a posta
e que é assim por que é.
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