Versão para a web no fim da página para músicas e clipes
Terceira ponte de quinta
Nesta tarde
que explode todas as cores
entre azul e branco
e que passa entre nuvens,
entre mares e morros,
entre o futuro e uma saudade,
entre uma praia e a restinga,
entre essa fonte e a imaginação
Nesta tarde em que rumo
para um destino do passado
num avião brasileiro,
numa companhia brasileira,
num céu brasileiro,
comendo chips e wafers
com drink de coca-cola,
e com esperança afogada
num copo transbordando tempo,
no coração do Brasil
assim de banda brasileiro
Sou a tarde
que sustenta as nuvens
como quem precisa das nuvens
pra não deixar de ser tarde
Pra não ser o tão tarde
Pra impedir nuvem da noite
Pra impedir um Deus da noite
Pra impedir o impedir da tarde
Sou a nuvem que passa;
passa serena, mas que fica
Como onda que passa
mas que molha,
como o molhar que quando molha
é o impulso de um secar
É um secar de um molhar
É um eu sem ter sido mim
É a tarde que tarde breve será
Sem mim, sem nuvem, sem luz
É a tarde que terá sempre presente
um passado do que passa ausente
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário