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Versos voadores

Versos
(mimetismos de Alma)
resolveram voar para além
e aquém de mim e da folha: cama boa?
(duvidei)

Ganharam outros planos capitais,
outras bocas urbanas-siderais,
outras linhas de caos,
loucuras nunca dantes navegadas em Português

Pularam sim, senhores,
do poema e desabaram pra vida;
como desaba um decote,
a palavra da língua,
o mistério e a nudez,
a cortina e o final

E foi – vi – um salto fatal
e circense de um tempo em nó:
aqueles versos ajeitadinhos
voaram rimando com pó,
voaram prometendo saudade
(futuro de quem é só)
- voaram para fora do tempo outrora atado –

E eu cá fiquei
de cara amarrada no espelho; compreensivo e repetindo:
Cadê meu versinho, cadê?
Foi pro mundo pro mundo nascer
De cá meu versinho, de cá!
Foi pro tempo pra tempo inventar

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