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Pra cartela

E na praça passa
o que não se pode contar do destino;
o que não se pode

Sobre a grama tais destinos
se explicam,
e sob os céus – que um dia sonhei garoto –
um destino conta sobre o que conta de mim;
sobre o que fala de mim
sem saber que sou
boca sem sobre

Nos destinos das praças,
os meus destinos de virtudes
para com os caminhos
em mil acertos com os destinos;
e a árvore, e o sábado,
e aquarela de vida nos olhos dela

Eu idéia de carta,
idéia dela,
idéia da chuva:
da chuva que dita o destino de partir
ou o desatino de se molhar se ficar

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