Na aridez dos segundos
passam inconstâncias,
e o que resta disso tudo
é o que é constante:
cada passar de segundo
é passar de um pouco de mim,
é passar de tudo um pouco –
Este passar é só verdade,
é eternidade enquanto se está inconstante
na constância;
e efemeridade somente pra ânsia
[passar é caminho das coisas
que se dizem vivas e que pro mundo
são passares de repente]
Das coisas
que se fazem assim se pode saber
de tudo, mas nunca do permanecer;
por que permanecer é para quem há de passar,
fenecer é para quem vive
passam inconstâncias,
e o que resta disso tudo
é o que é constante:
cada passar de segundo
é passar de um pouco de mim,
é passar de tudo um pouco –
Este passar é só verdade,
é eternidade enquanto se está inconstante
na constância;
e efemeridade somente pra ânsia
[passar é caminho das coisas
que se dizem vivas e que pro mundo
são passares de repente]
Das coisas
que se fazem assim se pode saber
de tudo, mas nunca do permanecer;
por que permanecer é para quem há de passar,
fenecer é para quem vive
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