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O menino e o vento

Pés nus:
carícias para o chão
Perguntando aos caminhos
sobre águas derramadas
para o fundo do mar
e pelo vento levitadas
em paciente ondular

Será que me molho?
Será que venta de cá?
Será que me olho?
Quando me olha o mar?

Serão serras que bóiam?
Será cidade aquilo lá?
Será engano quando corro
com vento a me frear?

Saltos miúdos:
namorados da areia
Voando com gaivota
Acreditando em sereia
Adoçando a maresia
em pele inteira arredia

Mar invade enseada?
Ou é enseada abraçando mar?
Corre pra lá a boiada?
Por que vento pode virar?

É nuvem desenho voador?
Ou vôo a se desenhar?
É vento meu inimigo?
Ou amigo a me carregar?

Terá chuva mesmo sabor
da água que sobe do mar?
Por que rio de água escura
azula ao desaguar?

Ensolarados cabelos
espalmados pelas correntes
E ao cair sobre horizontes
suas faces sorridentes;
insistentes no encontrar
o mistério de defronte

Será concha estrela guia
quando brilha ao se dourar?
Será que esconde tesouro
para abrigar o meu achar?

Terá barco a se afastar
Final ao desabar?
É barco navegando pra lá?
Ou vindo soprado pra cá?

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