[na estrutura entre óbvios e bobagens se articula um
poema]
o dia é quente,
passarei no florista,
a tarde merece uma flor
(meu amor também, eu também)
se achas que vida te inventa ruas,
parece haver em tu uma cidade,
e se dias são quentes,
há em tu temperaturas
o futuro também passa,
não só automóveis;
o futuro também dura,
não só a casa da esquina;
o futuro também é vivo,
não só a flor
(escolhi margaridas – também nome de gente)
e, possivelmente, há na estrutura daquelas nuvens o arquiteto: vento – arrumando cor
no poema, é arquiteta: invenção –
desarrumando o corpo pra deixar morarem invenções
ou óbvios quase mudos
ou bobagens quase risonhas
ou, meramente, o invisível.
o dia é quente,
passarei no florista,
a tarde merece uma flor
(meu amor também, eu também)
se achas que vida te inventa ruas,
parece haver em tu uma cidade,
e se dias são quentes,
há em tu temperaturas
o futuro também passa,
não só automóveis;
o futuro também dura,
não só a casa da esquina;
o futuro também é vivo,
não só a flor
(escolhi margaridas – também nome de gente)
e, possivelmente, há na estrutura daquelas nuvens o arquiteto: vento – arrumando cor
no poema, é arquiteta: invenção –
desarrumando o corpo pra deixar morarem invenções
ou óbvios quase mudos
ou bobagens quase risonhas
ou, meramente, o invisível.
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