cansado
ensaio grito no futuro
bem dentro do futuro
e no meio de mim
há uma parte que é fôlego
outra que é eco
ensaio amanhã e des-ando
as mãos andaram para trás
(como gesta-se um poema ninguém sabe)
aí corpo de sentir sente onde pensar vai
a noite tomba no sem fim do mundo
cansada
muda
em seu lugar
no seu grito onde ressoa escuro
e em mim
que sou lugares dentro dum tempo
que amo entre oceano-cordilheira
igual a ato de desatar no porém:
se quiseres me ver livre
fará teu laço meu semblante atado
se quiseres me ter ao lado
me dirá alado
e o absurdo – recorte do mundo –
nada dirá
é de tinta e papel
não fala
não range
não samba(igual a poema)
gritará no futuro
e só
a sobra será de pedra,
o ensaio repleto de humanidade
(ver a feição do mundo maior que a
memória)
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