Não é de se afobar o peito
nem de se dilacerar a luz só por que amanheceu assim:
sem parecer manhã –
é de se dar e de se entregar aos olhos a loucura;
é de se amanhecer,
é de se esmaecer e sucumbir ao pé da nuvem:
desenho de vento a cada dia,
rabisco de gente -
é pra ser o antes de ser:
um sonho que nunca acorda –
é pra des-existir a mão
e deixar tocar o verbo: andarilhar;
e andarilhar-se nos espaços sendo-os
a cada intenção de ser,
pois ainda não se nasceu
ou
existir é uma intenção
ou
amanhã será embriaguez da vida –
não é de somente se embriagar de vida,
é de se morrer de amor
(e há de se);
nem é de se viver acostumado a viver –
será preciso desacostumar-se a tudo e ao eu
não é de se libertar da existência
nem de se compreender vivo –
é de se estancar no outono
pra depois curar-se na primavera,
sendo quatro estações e mais uma:
a de existir,
pois na fronteira de um devaneio
pode habitar o que chamam felicidade –
e nem é pra se encontrar
com o conhecido que se vive tanto:
só pode ser para ver-se no segredo
sem sabê-lo
ou
para sê-lo sem achá-lo;
semear-se é pra todo dia,
colher-se é sem fim
(e eis que se viu: passarinho que apostava corrida com o vento)
nem de se dilacerar a luz só por que amanheceu assim:
sem parecer manhã –
é de se dar e de se entregar aos olhos a loucura;
é de se amanhecer,
é de se esmaecer e sucumbir ao pé da nuvem:
desenho de vento a cada dia,
rabisco de gente -
é pra ser o antes de ser:
um sonho que nunca acorda –
é pra des-existir a mão
e deixar tocar o verbo: andarilhar;
e andarilhar-se nos espaços sendo-os
a cada intenção de ser,
pois ainda não se nasceu
ou
existir é uma intenção
ou
amanhã será embriaguez da vida –
não é de somente se embriagar de vida,
é de se morrer de amor
(e há de se);
nem é de se viver acostumado a viver –
será preciso desacostumar-se a tudo e ao eu
não é de se libertar da existência
nem de se compreender vivo –
é de se estancar no outono
pra depois curar-se na primavera,
sendo quatro estações e mais uma:
a de existir,
pois na fronteira de um devaneio
pode habitar o que chamam felicidade –
e nem é pra se encontrar
com o conhecido que se vive tanto:
só pode ser para ver-se no segredo
sem sabê-lo
ou
para sê-lo sem achá-lo;
semear-se é pra todo dia,
colher-se é sem fim
(e eis que se viu: passarinho que apostava corrida com o vento)
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