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Degola e hostil

Degola pedra
a luz
no chapadão;

e o escuro, que parece indefeso,
degola o futuro,
deixa jorrar o sonho

A luz, que parece fatal,
deixa amansar a íris,
penteia o dia,

E o chapadão
(descampado de visão)
degola o vento,
e o vento degola
o chapadão

Vão assim todos:
num hostil que suporia
degolar a vida,
mas que supõe, inocente,
não poder com tudo
que é vivo

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