outros ventos
cheganças plenas do que não cabe
num sentimento de ventania
alegrias sem peso
como infâncias desvairadas
quando ventar parece viver
a transa de um sorriso alísio
ou de um sul sereno e futuro
passam e ficam estes ventos!
ser invisível entre carícias
a vida das vidas
as vidas dos ventos
vento carrega palavra gaivota coração
além do cais e do céu
latifúndios de cirrus e proas
aproado em ventos permanece vir a ser-ventar
no oco do ar habitam curvas cinturas
seus espelhos temperaturas
meninas e meninos apaixonados
em in-ventar
no oco do ar que mora e salva tudo
na oca de ar que implode cidade e corpo inteiro
num antes de soprar os infinitos mistérios
num depois de sarar remorsos delirantes
vento salva sem direção
amansa sem ter mão
sexo feito mar em sal
pelas veias e vias
peles ou nortes
vento deus!
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