as eclípticas as galácticas as escalafobéticas
chegam ao sul nuvens que trazem boas notícias
ou simplesmente árvores
os astros em pulsações eletrônicas
alinham-se e desalinham-se ecoando
outra vez mar de baía bebendo-me
por dentro das mãos na terra tocam-se outra mãos
e os corpos das bailarinas são ventos animados
os vãos e os aviões chovem ácidos ou inocentes
nas galerias desta cidade noticiam
que o que salva é susto é nada
caos oásis cal de pedra e prazer
de onde brotam das luzes os vagalumes cultivados
dois olhos apenas
salgados e encantados de beleza e caminhos
(na praia)
de dentro do mar avista-se salvador
embaçada avançando os oceanos
são duas horas da tarde e atola-se o trânsito
há a partilha das conchas dos dedos
viveres sentires quereres
das estrelas e seus sexos à mar
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