céu de verão
espelhando o tempo
num monotemático sentimento
de um animal terrestre e terreno
acende em cores a noite em seus temas
acena negro brilhante das estrelas
em suas vidas refulgindo
e na minha face o mesmo vento de outrora
na face de Heitor
e na do malfeitor
nuvem que no céu é balão
as boas feituras das reciprocidades
de e com amor
e as bem venturas do sim e do não
pelas cidades
céu de verão
da epidemia da euforia do carnaval
um vendaval de alísios no equador
e os alisos da brisa entre estações
entre o ser e o sertão
Thiago Lobão
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