onda de luz vagalume
clareia e norteará horizonte
clareira do invisível no pensamento
passo ao passo indivisível
é um caminhar encantado de dança
expansão temporal entre têmporas e sexos
nova nuvem-mãe e uma pêra atemporal
verão virá verão
quantas estações descansadas em sentimentos
luz que habita cada nada e cada amplidão
inabitável
[tropeço desenhando seus cabelos
em minhas minas paredes impossíveis]
de onde são seus ondes?
de onde são as estrelas aonde seus olhos
se iluminam?
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entre sonhos 2
a calma da alma
acalenta a mão lenta
clima entre entes
clama chama enchente
a estima é istmo
nao desanima
namorada do animo
elo elã e ímã
há selva em cada relva
salve salga verde
alga amálgama da gama
algo leva e atraí na tez
tesão ou drama
entre sonhos
até vento
que tudo toca
é passagem e pasageiro
noite alta luz adentro
na planície enluarada
continentes passeando oceanos
e corações errantes
a lua esquecida
a fase nunca vista
nunca mais tão eu romantico
acordo para escrever
nunca mais eu e voce
As janelas
só em frente
foz à fronte
nascente é o presente
só adiante
não há demora num sempre
o tempo é um sextante
instante fagulha de fogo xamã
dia e noite: manhãs
de agora em diante
só em frente
passo paciente ou veloz ente
de agora em diante
janelas em horizontes
próximos e distantes
próximos e distantes
Anônima Anima Amiga
um vão
uma festa das boas lembranças
carícias por seus cabelos
quase lhe adormeciam
em seguida sumia voce
como na vida
reaparecida coberta de branco
mirei o seu rosto
e inteiro de branco ele se coloriu
somente a tua pele sentia respirando
estava viva e lhe toquei novamente
fui impedido e levado por uma nuvem
enquanto dum horizonte acenava voce
depois sua ligação telefonica
voz hesitante quase muda de outro continente
querendo me ouvir em silencio
eu estaria vivo?
nos perdemos e nos achamos novamente
jamais se revelerá a mim o seu paradeiro
quando meus olhos se abrirem aos seus outro dia
mas sempre num sentimento sem nome verei teu rosto
uma festa das boas lembranças
carícias por seus cabelos
quase lhe adormeciam
em seguida sumia voce
como na vida
reaparecida coberta de branco
mirei o seu rosto
e inteiro de branco ele se coloriu
somente a tua pele sentia respirando
estava viva e lhe toquei novamente
fui impedido e levado por uma nuvem
enquanto dum horizonte acenava voce
depois sua ligação telefonica
voz hesitante quase muda de outro continente
querendo me ouvir em silencio
eu estaria vivo?
nos perdemos e nos achamos novamente
jamais se revelerá a mim o seu paradeiro
quando meus olhos se abrirem aos seus outro dia
mas sempre num sentimento sem nome verei teu rosto
Passeio na nuvem
cadentes continentes de nuvens novas
trazendo boas trilhas outras doces horas
arrastando almas e egos que não condizem com atos
para o nada para o longe para o fora daqui
tempo de colheita do sentir
de espreitar despretensiosamente o rir
de acariciar o momento e a moça cara a cara
de se nutrir pleno com o plantio e a flor
do raro oferecer sem esperar trocar
sementes de nuvens ou abraços sem ar
não palavras ocas ou bonito falatório
para desabrochar horizontes e não rumo aleatório
descarada cara que não mais conheço
descarado caro que não tenho apreço
não estaremos aqui para o sempre
mas a poesia é amiga de agora
ela é sem demora e não deixa ofuscar
situada entre nimbus e azuis diante de nós
como luz que não pede licença às retinas
irá soterrar os olhos de quem para ela quis se calar
trazendo boas trilhas outras doces horas
arrastando almas e egos que não condizem com atos
para o nada para o longe para o fora daqui
tempo de colheita do sentir
de espreitar despretensiosamente o rir
de acariciar o momento e a moça cara a cara
de se nutrir pleno com o plantio e a flor
do raro oferecer sem esperar trocar
sementes de nuvens ou abraços sem ar
não palavras ocas ou bonito falatório
para desabrochar horizontes e não rumo aleatório
descarada cara que não mais conheço
descarado caro que não tenho apreço
não estaremos aqui para o sempre
mas a poesia é amiga de agora
ela é sem demora e não deixa ofuscar
situada entre nimbus e azuis diante de nós
como luz que não pede licença às retinas
irá soterrar os olhos de quem para ela quis se calar
Você
desde que nunca te vi
vivo e vejo você no tempo que ainda virá
seu sorriso passeia misterioso na praia
dia da rainha do mar
ponho-me a seguir suas pegadas na areia
água leve lava leva
adoro seu semblante que nunca vi
que todos os dias habita meu sonho
o amor dela que ainda me amará
vivo e vejo você no tempo que ainda virá
seu sorriso passeia misterioso na praia
dia da rainha do mar
ponho-me a seguir suas pegadas na areia
água leve lava leva
adoro seu semblante que nunca vi
que todos os dias habita meu sonho
o amor dela que ainda me amará
Caras e caros
a cara no sol
não é cara a tapa
e pode até ser
desde que não seja tapa na cara
tem um sol em cada cara
e tapa é destrato
se for para tratar
que seja cara à cara
não ter cara é que não é de nada
o amor próprio é o que vale a cara
feche e abra sua cara
melhor uma cara na sacada
do que infindas confinadas
dar as caras não é ter várias
melhor uma só compartilhada
pois hoje a cara é rara
de cara a cara é mais cara?
tem um sol em toda cara
não é cara a tapa
e pode até ser
desde que não seja tapa na cara
tem um sol em cada cara
e tapa é destrato
se for para tratar
que seja cara à cara
não ter cara é que não é de nada
o amor próprio é o que vale a cara
feche e abra sua cara
melhor uma cara na sacada
do que infindas confinadas
dar as caras não é ter várias
melhor uma só compartilhada
pois hoje a cara é rara
de cara a cara é mais cara?
tem um sol em toda cara
Poema mortal
meu nome para fora das bocas de outrora!
imundas mundanas dos bueiros do mundo
melhor o meu silencio
melhor que cuspam as verdades
que antes deglutiam
mas não em mim
mas não em mim
minha história correndo distante daquelas de outrora!
são outras até que enfim!
e novamente intento
que a mente não minta
enquanto o braço mira abraço e sentimento
transmutar em poesia
para que saiba que até sentir é demais
ao sol ou ao relento
que tudo o mais já é resto
e que o que resta é o que resiste em ser
que esse coração falante é mais leve que pesado
que só vida medirá o vão existente entre razão e afeto!
enquanto o braço mira abraço e sentimento
transmutar em poesia
para que saiba que até sentir é demais
ao sol ou ao relento
que tudo o mais já é resto
e que o que resta é o que resiste em ser
que esse coração falante é mais leve que pesado
que só vida medirá o vão existente entre razão e afeto!
Salve
o mar salva o peixe
o sol salga os sexos
o mar quebra na beira
água e luz furam clareira
vem do mar o que alimenta e sede da
é quinta feira do mar meu amor virá
e a tarde sustentada no seu vestido
a paisagem do invisível do ainda não dito
brisa de maré vem para nos molhar
e em brasas dois corações derreteram um mar
só a mar salva
o sol salga os sexos
o mar quebra na beira
água e luz furam clareira
vem do mar o que alimenta e sede da
é quinta feira do mar meu amor virá
e a tarde sustentada no seu vestido
a paisagem do invisível do ainda não dito
brisa de maré vem para nos molhar
e em brasas dois corações derreteram um mar
só a mar salva
Matinais
para onde vão os vãos dos minutos?
a manhã trans borda bordas de horizontes e pelos
[seus pelos; ora arredeios ora adormecidos;
logo era hora de se ir]
para onde vão os tempos e não tempos?
até a indiferença e a incúria que são sentimentos
até onde irão?
para onde vão as moléculas, as boiadas, os gozos?
(aqui registrada a minha anonima fé li cidade amanhecida)
[sonho: um devaneio de que estava entre o prumo e o rumo]
que o que seja emitido possa sempre retornar para o seu emissor!
e que as emissões sejam na justa medida do que não se mede
[pois vivemos na barbárie da banalidade do espanto;
a pergunta deveria ser: por que há algo e há nada? e não: "por que há algo ao invés de nada?"]
a manhã trans borda bordas de horizontes e pelos
[seus pelos; ora arredeios ora adormecidos;
logo era hora de se ir]
para onde vão os tempos e não tempos?
até a indiferença e a incúria que são sentimentos
até onde irão?
para onde vão as moléculas, as boiadas, os gozos?
(aqui registrada a minha anonima fé li cidade amanhecida)
[sonho: um devaneio de que estava entre o prumo e o rumo]
que o que seja emitido possa sempre retornar para o seu emissor!
e que as emissões sejam na justa medida do que não se mede
[pois vivemos na barbárie da banalidade do espanto;
a pergunta deveria ser: por que há algo e há nada? e não: "por que há algo ao invés de nada?"]
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