por intervalos de céu à sol
de nuas às luas
encantamento que tudo adentra e perpetua
resistindo da corrente ao ente
para sempre do mesmo à deriva
inflando-se de ar pelas ventas
novo a cada vez faz aceno e acento
dentre um nada
até a beira do vento
daquele mar sem fim de gotas sem fim
bebia-se a própria sede
como da primeira vez não de coisa mas da tez
novo vinha com velho no ovo
alarido repetindo um outro
emanando vida por tudo a cada reverso
ondas: viagens e viajantes também
sentidas e sentidoras
por interlúdios o sabor de alguém
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