dentro
pelo entre
voar e voar!
sem asa é a liberdade:
todo ar
o que se faz é azul
das mãos escorrem vivências
até água de mar
madrugada valiosa e vagabunda
é punhal colorido e sem tempo
que fala
que corpos não se contam
se estancam e enlouquecem
no sem fim do sim
num areal
do parapeito avista-se navio
e outros mundos descontentes de seus moinhos
por uma ponte vestir-se caminho
trilhar invisível é ainda navegar na bonança do sol
sobre feito
amansar o peito e acender
o sangue
sobre dito
cantar à lira
o sono das palavras
sobre infinito
refazer estrelas e esteios
em infâncias diárias
sem finalidade é a terra onde habita jorrar da vida
bem como aquela flor contra um muro:
em sua paciência salva-se urgente delicado
o que não se constrói
atrás de pálpebras paupérrimas
dorme toda a luz
dos insanos
seus olhos incendiados
ciganos
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