manhãs entrelaçadas dentre outras
feito sexos ao vento
ou entranhas de horizontes
manhãs reluzindo dos escuros
de um ventre põe tuas sombras
em bailes
em caules
de flores
noites anunciam suas planícies de estampidos de grilos
enquanto amores e horrores curvam
terras raízes galáxias
noites do pó ao pé
lambendo indizível preto lunar de chumbo
anoitecendo sementes ou inefáveis
e favos de solidões
(solidão de um inteiro continente)
dia é noite é manhã
em vielas de gotas e espaços
luminoescuro
lâmina de ouro de preto
verdescuro de sol inteiro
noite infinda no corpo da manhã
manhã inteira no oco da noite
assim vagam paisagens
dentre poetas sem dentro
mais aforas em centros
passam assim as horas sentimentos
fora de poetas vagabundos
sem tempos de vento
no caule do coração
rebentos
são tão vivos jardins de estrelas
correntes marinhas
brilhos ou cios
alísios ou cores
chuvas na borda de atlânticos
molha e seca o distante e o próximo
são as noites são as manhãs
que ao emergirem aos dias
submergem no mistério de um durar
caduco e imponderável
ligando por cada rotação
o sem entendimento
o sem explicação
o passar dos dias
e dos jasmins
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