dentre sentidos
fios da manhã
vibram vida e morte
vidas e mortes
dentre tardes
dentre noites
quandos
tempos que sobram indiferentes
são amantes são existências
mais metafísicas irão se fazer
ninguém será o peso de um sol
entre nós e as cidades
memórias e aonde é feliz
o que não existe?
por entre frestas
de sonhos
há notícias de sonhos
que me e se sonham
o breve e o jardim de inverno
ou outono que se lave
a chuva de maio e a de junho
sorrir impossíveis e ser alguns
até depois de onde se brincam palavras
e nossas infâncias
não
há saudade
há futuro
por tudo
Nenhum comentário:
Postar um comentário