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Para me salvar
Feliz era nova
o derradeiro crepúsculo da já ida era
desmonta a luz nos confins da baía
e explode do casulo em espera
breu tenaz no firmamento e borboleta sideral
quando você mirar Júpiter navegando vizinho a Saturno
com seus olhos - dois sóis azuis - taciturnos
do amor quimera
quem sabe não esteja se enxergando
em outra errante esfera
em outro modo de deixar ser o que já era
e de despertar em anoitecido coração
um sentimento de adorar que entre mim e você
entre praias, planetas e o querer
reverbera
Thiago Lobão rascunhosdesois.blogspot.com
Recado (Música: Ian Lasserre / Letra: Thiago Lobão)
Tanta tonta teoria
Lá e cá
da ávida cavidade de século
do poço perplexo ou útero
e dentro da tez terrosa aflora
à flor da Terra a flora do agora
planeta pendular desponta
em errante eclíptica elíptica
que desaponta beleza humana
em seu não lugar de alteza e já tonta
diminuto mundo velho
em minuto de areia cadente
em minúcia de autor ausente presente
já outro imenso ovo total em voo
azulado bólido falido
estrada ao nada e estrado sideral
grilhão e plataforma disforme
para algum outro desconhecido
ponto de apoio carnal
Thiago Lobão rascunhosdesois.blogspot.com
"Quem é mesmo não diz"
Moradoras
Ápice e bis
Com tato
a gente não toca o tempo
que toca barco indiferente
diferente de nosso toque
atocaia ente na toca
oco tocando ao fundo seu eco
e o intocável
enquanto der tempo de ser óca
até quando tempo se der por certo
de destocar o favo provável inefável
estaria este nos prestando favor
ou melhor não tê-lo sabido?
por qual ser trazido se com tempo não se for?
Thiago Lobão rascunhosdesois.blogspot.com
que toca barco indiferente
diferente de nosso toque
oco tocando ao fundo seu eco
e o intocável
até quando tempo se der por certo
de destocar o favo provável inefável
ou melhor não tê-lo sabido?
por qual ser trazido se com tempo não se for?
"De Caymmi e João Gilberto"
suas ladeiras ao céu desiguais
lendas sacras carnais
seus infindos povos de dentro e de fora
Roma negra matriarca da prole
Salvador salvadora
da Alegria e Tristeza sen hora
Gêne-se
gestar um gesto na caixa
do córtex ao coçar
é quem nele mora ou é corpo
que está vivo ou morto?
do gin ao gen no ato
gastar a jato um jeito de gostar
de outrem que enfim goza
ou de narciso a se jactar?
gametas juram janelas em prosa
gosto oco de jorrar zigoto
pelve da gema e do ovo num polvo
que geme gíria na gama de renovar
Thiago Lobão rascunhosdesois.blogspot.com
