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Mesmo nunca

vento alfaiate de horizontes
costura costumeira maré
até alisa com alísios elísios
ou furiosas bonanças azuis
ao vestir com curtume costumes
de nimbos ou cavadas anis

virando vácuo e vaso na sala
em viração de esperança
dobra da hora na esquina do encontro
e a borda do bordado destinatário
se perde entregue e anônima irriga
artérias trepadeiras de ares a chãos
nossas histórias em sentimento

insufla coração que reúne sopro por você
paixão nunca a mesma talento
nem para mim nem para você
nem para o grego Heitor
amar por que sim amor
nunca sempre um outro rubor
invisível e distraído calor

a galope avança boreal corrente
minuano no outono outrora e por hora
enchente de gente ao poente
feito você descompassada amada
subindo as escadas enquanto
ressoava em meio ao caos
de ares e axés um estranho ano
que amei

Thiago Lobão            rascunhosdesois.blogspot.com

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