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Bobo bolero

raso alto ventando 

achado no andor da árvore

um salto suposto precioso do cume

e daí desabou a guia a rua a águia

para oposto que parecia gostar a derivar nossa via

sob ensolarada mangueira a nuvem errante poesia

daquela razão que ninguém encontra por que é


águas terçãs ora nos apagavam indecentes inocentes

ora evaporavam e nos deixavam arder em febres pagãs

melhor ainda é negar sincero

do que dizer sim e bailar bobo bolero

será que é perfume?

será que é estrume?

o ciúme é dois gumes do amor


Thiago Lobão           rascunhosdesois.blogspot.com

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