Bêbados cambaleantes
Em contígua avenida
Debruçavam as amantes
Em baixas varandas
E outros moços passantes
Em uníssona serenata
Viam o amor que arrebata
Em sedas flutuantes
E na vontade sem data
Sentimento em riso e pranto
Sorrindo na sacada
Chorando o tudo do antes
E de gravata emprestada
O moço e seu canto
Desvendando sua amada
Como rosa constante
Em acorde dissonante
Aquele tom abriu passagem
No olhar de quem viu
Como sonho uma miragem
Do moço e da amante
Sob o luar de Abril
Thiago Lobão 09/04/09
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