raiz
do feito ao des-feito
a um triz
da pra cortar
da pra alimentar
da pra deixar
da pra colher e recordar
o que passa não resistiu
e o que resta é somente o que re-existirá
a um triz do reunir e do re-partir
da raiz
se vê o que se pode ao tempo sobreviver
e o que a ele se deve entregar
o dito
o des-dito
o redito
tudo isto diz raiz
o dizer depois do enxergar
óbvios e olhos
a raiz é um x em todo olhar
Thiago Lobão
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Grito de carnaval (suposto título)
E o
carnaval?
Quem
sabe...
Será
que pisa na dor?
Será
que pesa no sono?
Será
que quem inventou?
Será
que tem algum dono?
Tem
gente abafando agogô
Tem
gente pulando cordão
Tem
gente inflando valor
Tem
gente vendendo ilusão
Será
que é multi-cor?
Tem
gente nublando verão
Será
que tem mais Dodô?
Tem
gente querendo mais não
E o
carnaval?
Quem
sabe...
Será
que é popular?
Será
que já rotulou?
Será
que é pra ficar?
Será
que já desandou?
Tem
gente barrando mistura
Tem
gente que é tradição
Tem
gente engolindo cultura
Tem
gente amassando o pão
Será
que vai vir a cura?
Tem
gente sem ver nada não
Será
que é só figura?
Tem
gente achando que não
Lua do riacho
Para Nat.
meu amor aqui bem vindo
ao chegar de corpo inteiro
a florada em fevereiro
deixa riacho lindo
lua cheia traz garoa
é água da meia-noite
quando já for meia lua
maré cheia leva canoa
verão corações cerzindo
eu e meu amor sorrindo
uma temporada da boa
no tempo da morada atoa
quando terminar um indo
é hora que brota do findo
aonde cheira o jasmineiro
meu amor amanhece primeiro
Thiago Lobão 08/02/20
meu amor aqui bem vindo
ao chegar de corpo inteiro
a florada em fevereiro
deixa riacho lindo
é água da meia-noite
quando já for meia lua
maré cheia leva canoa
verão corações cerzindo
eu e meu amor sorrindo
uma temporada da boa
no tempo da morada atoa
quando terminar um indo
é hora que brota do findo
aonde cheira o jasmineiro
meu amor amanhece primeiro
Thiago Lobão 08/02/20
Valsa da amante
Bêbados cambaleantes
Em contígua avenida
Debruçavam as amantes
Em baixas varandas
E outros moços passantes
Em uníssona serenata
Viam o amor que arrebata
Em sedas flutuantes
E na vontade sem data
Sentimento em riso e pranto
Sorrindo na sacada
Chorando o tudo do antes
E de gravata emprestada
O moço e seu canto
Desvendando sua amada
Como rosa constante
Em acorde dissonante
Aquele tom abriu passagem
No olhar de quem viu
Como sonho uma miragem
Do moço e da amante
Sob o luar de Abril
Thiago Lobão 09/04/09
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