produzo contido no sulco da carne
na face oferecida ao tapa da hora
e este condimento é agora
somente semente imagem paralela
ao transcorrer
induz-se macia a lírica a cena
cúmplices do sol
a dar de comer a açucena
entre nuvens em movimento num céu parado
e será afinal ao fim do salto fatal
da vida sob(re) mim
a fruta e o arado
um infinito tempo espiral
neste poema atomizado
Thiago Lobão
07/10/09
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