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Noites de verão

olhos mirados em teus seios
no farfalhar das auroras
os seixos
as cangas
         
dois olhos arriados por teu ventre
entre entres
enlaçado em tuas miçangas
coloriam sexos como esteios

olhos vazados do que não se enche
em cada planície macia de pelos
dos tecidos às funduras
dois futuros
tuas temperaturas
salgadas

dois olhos arribados sobre tuas costas aladas
sobre teus ombros cansados teus verdes maduros
pendidos como ventos das larguras aos cheiros

teus olhos
duas luas
planetas inteiros

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