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O que surge

sem paradeiro é o gostar
não tem por que
é só o que se quer achar

dos rumos aos remos
se inventa um dar
que ao se receber se inteira o ser

navegar é preciso
viver é ver o riso
errar é impreciso
vagar é precioso querer

sem paradeiro é o gostar
viaja de bobo em boca
até pleno der amar

das praias às dunas
se vai a um vento
que é oco e é talento de permanecer sem ficar

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