Decantar pelos espaços comuns e nos íntimos confins
a delicadeza dos sons da hora do agora.
Simbiose de vidas sonoras,
de gestos, de tons, de traços, de sins
Mocambo, morada:
nos habitando um verter e um inventar.
Um pulsar de coração.
Transmitir é ressoar um invadir a inverter o dizer e o escutar.
Quimera, esfera:
de coexistir real e irreal em unidade,
de mover e transcender múltiplo de singularidade.
Por cada corpo: o movimento, o invisível, o oco
Por cada corpo: o sentimento, o ritmo, a terra
Tessituras e arquiteturas ambulantes.
Seus surgires de estranhezas e batidas.
Suas engrenagens de indizíveis e chumbos.
Seus saltos de melodias de pessoas.
Ciclos, organismo, carrossel de criações,
Onde o susto habita a liberdade.
Confluência de surreais paisagens.
É como textura intocável das orquestras do vento.
Pirâmides e tendas às praças!
Luz e espalhares a quem pisa de graça!
Uma misteriosa sincronia de contatos!
Em cada mocambo um escambo de gentes!
Em cada quimera uma utopia à vera!
Em cada ser sua melodia de vir a ser!
Nenhum comentário:
Postar um comentário