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Sorte

amor que é c ego c ego
amor que é n ego n ego
a mor que é a mor s erra

torto horto outro 
é ethos

e des pega
amor que é pingo e é elo
num mar de amores num mar
g ota no m ar

amar que a f ora sem flo ora
de d entro pra f ora
do f ora pro d entro
dah ora a o en tre

Quimera mucambu

Decantar pelos espaços comuns e nos íntimos confins
a delicadeza dos sons da hora do agora.

Simbiose de vidas sonoras,
de gestos, de tons, de traços, de sins

Mocambo, morada:
nos habitando um verter e um inventar.
Um pulsar de coração.
Transmitir é ressoar um invadir a inverter o dizer e o escutar.

Quimera, esfera:
de coexistir real e irreal em unidade,
de mover e transcender múltiplo de singularidade.
Por cada corpo: o movimento, o invisível, o oco
Por cada corpo: o sentimento, o ritmo, a terra

Tessituras e arquiteturas ambulantes.
Seus surgires de estranhezas e batidas.
Suas engrenagens de indizíveis e chumbos.
Seus saltos de melodias de pessoas.

Ciclos, organismo, carrossel de criações,
Onde o susto habita a liberdade.
Confluência de surreais paisagens.
É como textura intocável das orquestras do vento.

Pirâmides e tendas às praças!
Luz e espalhares a quem pisa de graça!
Uma misteriosa sincronia de contatos!
Em cada mocambo um escambo de gentes!
Em cada quimera uma utopia à vera!
Em cada ser sua melodia de vir a ser!

Caminhos

são caminhos de vida
aparecem e desaparecem as vidas e os caminhos
não há de apressar a nuvem
há de temperar o horizonte

o futuro é maduro fruto quando o agora a cada sempre vigora

a vida é uma paisagem
é um desenho
é um rascunho
é um barulho
é um baralho

Passeio de barco

dentro do ritmo
uma árvore
um istmo vivo

dentro do ritmo corações em formas de ritmos e istmos
eram nuvens em forma de conchas?
os corpos voadores

no fundo todo corpo é rasoprofundo
uma ilha uma baía uma nuvem

vestígios e mistérios são eternidades

tudo é veloz e veraz e aflora na linguagem dos ritmos vivos