Boa tarde, amigos e
amigas. A escrita dessa monografia contou com a contribuição de muitos de
vocês. Por isso, também em sinal de agradecimento, resolvi publicá-la aqui para
apreciações e considerações. Espero que consigam baixar o link, em caso
negativo me comuniquem.
http://pt.slideshare.net/TPLMS0/at-1-42319539/1
A RELAÇÃO HOMEM E NATUREZA SOB A LUZ DAS ALIENAÇÕES DA
ERA MODERNA DESCRITAS POR HANNAH ARENDT
RESUMO
Neste trabalho busca-se
refletir o sentido e o modo da relação dos seres humanos com a natureza sob a
luz das alienações humanas em relação à Terra e ao mundo, descritas por Hannah
Arendt, em sua obra A condição humana. O intento fundamental deste
trabalho consiste em mostrar como estas alienações – que se constituem numa
dupla fuga: do homem (que está na Terra) para o universo e do mundo para dentro
do homem – podem iluminar a compreensão acerca do modo com o qual os seres
humanos vivenciam a sua existência mortal, natural e terrena, se posicionando
em relação à Terra, à sua natureza e ao seu próprio mundo. No que concerne à
alienação humana em relação à Terra e à natureza terrena, busca-se
relacioná-la, em primeiro lugar, à compreensão da técnica e da tecnologia, no
mundo globalizado, com o controle, manipulação e mapeamento da esfera terrestre
e de sua natureza; em outro momento busca-se ligar tal alienação em relação à
Terra e à natureza terrena a um ideal cientifico que passou a desencadear na
natureza terrena fenômenos que lhe são externos, reprocessando e ameaçando os
processos naturais. Já no que diz respeito à alienação do mundo, deseja-se
mostrar, em primeiro lugar, que ela se liga diretamente à ascensão de uma sociedade
industrial e produtivista e à perda da noção de um mundo público comum, o que
acontece na esteira de um movimento que significa a relação homem e natureza do
ponto de vista da disponibilidade, da exploração e da poluição de seus espaços;
em outro momento, irá se intentar relacionar a alienação humana em relação ao
mundo com o sentido da relação homem e natureza, na medida em que esta
alienação acontece ao custo de os seres humanos compreenderem o real e a
realidade que os circundam a partir de um traço de funcionalidade e
objetificação, o que também incide na natureza, que passa a ser significada
como sistema ou objeto aos quais os homens, enquanto animais racionais,
arvoram-se em decifrar, controlar e prever, ancorados exclusivamente na
existência de seus processos mentais subjetivos e introspectivos.
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