carinhos entre nós
caminhos por nós
ao desatar ninhos
ao temperar novas umidades
e cerzir e surgir nas íris outros ares
e na fogueira aconchegante das peles
o semblante de uma fronteira porvindoura
ventos ora alisam ora precipitam
enchentes palavras
que inventam os voos
semeando o que sai e o que não sai
das bocas
nossos detalhes
os beijos acolhidos
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Susto de flor
a flor quando nasce é bela
quando chuva molha também
inesperada espera
do que não se espera de alguém
cadê meu amor, cadê
que ainda vem?
a flor quando aparece é bela
quando desaparece também
é um quando de ser
que está e não está por florescer
cadê a flor, cadê?
ar que vira cor
terra tecendo
ciranda do reaparecer
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