cadentes continentes de nuvens novas
trazendo boas trilhas outras doces horas
arrastando almas e egos que não condizem com atos
para o nada para o longe para o fora daqui
tempo de colheita do sentir
de espreitar despretensiosamente o rir
de acariciar o momento e a moça cara a cara
de se nutrir pleno com o plantio e a flor
do raro oferecer sem esperar trocar
sementes de nuvens ou abraços sem ar
não palavras ocas ou bonito falatório
para desabrochar horizontes e não rumo aleatório
descarada cara que não mais conheço
descarado caro que não tenho apreço
não estaremos aqui para o sempre
mas a poesia é amiga de agora
ela é sem demora e não deixa ofuscar
situada entre nimbus e azuis diante de nós
como luz que não pede licença às retinas
irá soterrar os olhos de quem para ela quis se calar