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O silencio da praia

no silencio de uma concha mora mar e imensião de mistério
estampido reflexo no fundo
mora um mar de segredos
de tantos envios aos avios desvios ou fios
talentos acalantos
ao tempo

dentro do silencio
a sua cria o seu gesto de concha
seus ruídos em forma de corpos

dentro do mar caminhos de correntes as próprias enchentes
suas marés e seus mares

navegando navio e prumo
se é fogo e se é pavio
se é remo e se é rumo

Feriado nacional

essa chuva
chuva antiga
lá no alto de um verão
tem sabor de nuvem e alma
pensamento noite e dia
é tão velha a sua água
é tão clara a sua guia
inteira molha molda pedra cria

tão velha salgada esguia
é tão moça
essa chuva 
chuva antiga
de pingo de pinga de poça de louça
no vale do chapadão
rainha atlantica de um mangue
lá no verde do mangueirão

Um cacto

um cacto acto de atuar
compactua comigo e contigo e com a tua
palma do corpo
nua entre espinhos

as entranhas
as estranhas
delírios de algumas traquitanas

mil vidas de uma só raiz
um ninho de verbo e de fato
um tropeço verde musgo no ar
na varanda ou em forma de constelação
da pra em tudo imaginar

pulsa um seu pulso em tudo
na pele estrageira
imensa é a vida diante dum horizonte soterrado

Notas

um ritmo
mistérios nas ondas
em todos os entes centelhas de ondes
estrelas falantes de silencios

a onde a onda é ente é
aonde toca o nada?
quem é entidade ao ser em tudo o nada?

o ritmo das ondas batendo no cais de salvador
importancia fora e dentro de tudo a quem importa um gostar
o mar no meu peito

um corpo em seus infinitos amores
de ritmos de ondas de aondes
em um romance na praia do reconcavo
ou na noite de ano novo de um sonho