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Infinidades do sentir

da tristeza e da alegria
surge uma gruta de solidão bruta
a solidão de constelações de estrelas

da tristeza e da alegria
brota uma horta de fome e plenitude
uma luta em paz entre breu e luz

da tristeza e da alegria
jorra uma sede e uma conduta 
de nuvem e de grave e de pedra e de leve

da tristeza e da alegria
verte a velocidade imensurável do viver e da inércia
a cada segundo que paira se desinventa e se vive contentamento

da tristeza e da alegria
escorre o pranto profundo da alma que se lava e se bebe e se come
da pena que se leva e se escreve num vento temporão

da tristeza e da alegria
rola a felicidade anonima daquele que não se presta a alardear
o complexo ou o óbvio de qualquer sentimento

sentimento é talento e é sentir 
o tato lento do ir e do vir
diz o que não é de dizer e ouve o que não é de ouvir
com todas as gentes 
com todos os entes

da tristeza e da alegria nascem infinitos sentimentos

As trapaças

são hipócritas à sua porta
servos de seu ambiente
sonhadores de seus sonhos
os sentes dores de suas cores

quanta gente anda por aí
a ser o tal e a ser o se?
tanta gente que não entre gente!

tanto ser no contingente do ente
ou num até "lógos" que mente
num despovoado continente de si

são vivedores do não tente
das cristas pintadas de tirania e de rir
entre umbigos archotes e suas correntes

um fardo que não é puro osso
verbo que não é dorso ergo

sugadores de pá e ciencia
na corda inteiro o pescoço

vivem na terra de cuca
erram no cuco do nunca

aço em pó de denúncia
solitária e vazia permanencia da essencia

fingem o gen e o dar
planam e gerem sem gerar o passar

traições estão perto e estão longe
são os destinos dignos da fronte
são aondes e signos a afundar