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Os passeios

pela estepe de conchas os fios
aos mares
às cabeças
ao nada

o que eram cheganças agora eram outras
feito virações:
infinitas diferentes

a trilha do mato
o caminho de pedra
em sonho:
um circo boiava no horizonte

horizontes?
se não estão nas frontes
onde estão?

como frentes aladas
alísios nas mãos
pela história dos ventos inventavam humanos
seus ondes

sopro sem horizonte
aqui
em sentimento
ou num gozo

ao tempo
à vida
ao verbo

nos passeios de areia

Chuva de beber

hoje
ao invés da ode ao tempo que ninguém pode

é zumbido é gente
estampa estampido libido
través de raio
revés de nuvem
vento nublado ferrugem

é passageira é caminho
em cadas inteiros moinhos

gole
ao invés da ode ao tempo que ninguém bole

Ale

hoje é o dia
quinta já é carna

ou carne
ou karma
com cá

de quero

hoje é o dia
que espero