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Basta um

um dia nascerão alpes sobre as peles
e dos dias jorrarão incontáveis

só um dia
por onde brota tudo e escorre tudo
bastará ao mundo para que seja um só alpe
por infinitas planícies de beiras

haverá peles inundando alpes
e bichos e horas e nadas
inundando peles

Entre

permanente o corpo
permanentemente adentra
o oco

e sente o ente até o nó
e denta o dente ao pó

permanentente o corpo
adensa o que não se entra

e dança e canta até um poente
e anda é onça desde batente

um corpo não é o bastante
é tanto e é ante
do que não se vê adiante

os corpos em fins
todos amantes

O que tem pra hoje

lacunas em gelos

as flores tombadas no muro

a tarde pesava seu en tardecer

as nuvens aladas no escuro

chegou uma carta para alguém
ao ocaso já o sol desaparecido

as flores em nuvens no futuro

o cargueiro sairia com ou sem lua
pássaros iriam até a lua caminhando
a luta incessante de repousos e movimentos

são outros ventos?
são outras pontes?
são outros delírios?
o que é chuva?

lambendo a nuvem o possível voo de um mistério
sempre a se
sempres ao se beijar

A fundado

em barulho de mar
barulho salgado
marulho
marulho
um só vento aproado

a lua ficaria nova por estes dias
originariam os amores
o que liquefeito
desfeito num mergulho

barulho
barulho
de cor

Venturas

o ocaso do oco
do vaso
no caso
é acaso do ovo
no verso
achado

o que é esse mesmo a esmo
a não ser esta lesma mesma?

um só ato
do fato
do tato
do gato
listrado?

um só aço
ilustrado
na beira
da leira
assado