Versão para a web no fim da página para músicas e clipes

Versão para a web no fim da página para músicas e clipes

A hora

sem projetos objetos e mãos
os fazeres e os balões
o revés e a dor
trovadores de nada

a tristeza se acumula numa estrela
também mar sorridente
pulsa

um soneto que não presta
como amor
inventação da brincadeira
a beira e a bobagem

coragem
aqueles que agem
ao calarem mudez sólida

Paragens

quantos tigres em um olho
sem quando tantos os lagos
é e há vida
lados tontos de sua fronte amordaçada

quantas libertações pelas mil patas
de nuvens
em outros céus incontáveis transbordos
de peles e constelações

desvairadas luas eram como sal
em açúcar ou caça
fel ou vinhos
em tuas plantas
habitar é deixar